Folha a folha, diz o acaso, diz o que calha. Se grito, escrevo. Se não grito, escrevo. Se estou prestes a gritar, escrevo. Grito ao escrever e ao estar calado. Quando estou calado, escrevo. Quando falo, escrevo. Escrevo em silêncio, escrevo quando um autocarro passa à minha porta e quando a mãe do meu amigo está morta. Se escrevo, grito. Entre o escrever e o gritar, não faço nada. Nada é mais importante que gritar ou escrever.Escrevo por escrever, como se fosse importante. Como se não fosse nada.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
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