
sábado, 16 de maio de 2009
Um poema meu
A minha solidão não tem nome.
Entra calada por esta porta, sai muda e despida depois de concluir que Sempre foi inútil.
A minha solidão é como a tua - talvez tivesse tido um rosto menos só.
(apertamos as mãos, olhamos a rua).
Entra calada por esta porta, sai muda e despida depois de concluir que Sempre foi inútil.
A minha solidão é como a tua - talvez tivesse tido um rosto menos só.
(apertamos as mãos, olhamos a rua).
UM POEMA DE MIGUEL-MANSO
BOTÂNICA
Backster decidiu utilizar um detector
de mentiras para medir a velocidade com que
a água sobe da raiz de um filodendro
até às folhas
apercebeu-se então que
o desenho era em tudo semelhante
ao que acontece quando se submete o mesmo
aparelho a uma pessoa
e
mais espantoso ainda
verificou serem as plantas capazes de
adivinhar o pensamento humano
pois só assim se explica a dramática
subida do nível gráfico
apenas por ter passado pela cabeça
de Backster a hipótese de queimar
uma das folhas
entende-se melhor agora a insistência
de alguns botânicos na necessidade de se dar
mais atenção aos letreiros
«É favor não pisar a relva»
Backster decidiu utilizar um detector
de mentiras para medir a velocidade com que
a água sobe da raiz de um filodendro
até às folhas
apercebeu-se então que
o desenho era em tudo semelhante
ao que acontece quando se submete o mesmo
aparelho a uma pessoa
e
mais espantoso ainda
verificou serem as plantas capazes de
adivinhar o pensamento humano
pois só assim se explica a dramática
subida do nível gráfico
apenas por ter passado pela cabeça
de Backster a hipótese de queimar
uma das folhas
entende-se melhor agora a insistência
de alguns botânicos na necessidade de se dar
mais atenção aos letreiros
«É favor não pisar a relva»
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